Mudanças Trabalhistas em 2026: o que as empresas precisam ajustar agora
- Mariana Saroa

- há 6 dias
- 3 min de leitura
O ano de 2026 marca uma mudança relevante na forma como o Direito do Trabalho será fiscalizada e aplicada. O foco passa a ser digital, preventivo e baseado em cruzamento automático de dados, o que exige atenção imediata das empresas.
A seguir, destacamos de forma direta e objetiva as principais alterações que impactam a gestão trabalhista.

Principais mudanças trabalhistas no início de 2026
1. Fiscalização 100% digital (DET)
As comunicações do Ministério do Trabalho passam a ocorrer exclusivamente pelo Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET).
Notificações não acessadas em até 15 dias produzem efeitos legais
Exige monitoramento diário e cadastro atualizado
A ausência de leitura não impede a autuação
2. Admissão obrigatória antes do início do trabalho
O registro do empregado no e-Social deve ocorrer até o dia imediatamente anterior ao início das atividades.
Descumprimento gera multa automática
Elimina a prática de registro posterior
3. CPF como identificador único do trabalhador
O CPF passa a ser o único dado utilizado para registros e anotações na CTPS Digital.
Erros cadastrais ganham impacto direto
Aumenta o cruzamento automático de informações
4. Fim dos registros físicos
A partir de janeiro de 2026, o registro de empregados será exclusivamente eletrônico, via eSocial.
Livros e fichas físicas deixam de ter validade jurídica
5. Trabalho em feriados: exigência de negociação coletiva
A partir de março de 2026, o funcionamento do comércio em feriados depende de acordo ou convenção coletiva, além da legislação municipal.
Decisão unilateral da empresa deixa de ser válida
Funcionamento irregular pode gerar autuação e ações trabalhistas
6. Salário-mínimo reajustado
O salário-mínimo passa a ser de R$ 1.621,00. A alteração não afeta categorias que têm piso salarial desatrelado do salário-mínimo legal.
7. Ampliação da isenção do imposto de renda
Rendimentos mensais de até R$ 5.000,00 passam a ser isentos de IR.
Impacta o salário líquido
Exige atenção do RH na comunicação com os empregados;
8. Atestados médicos exclusivamente digitais
A partir de março de 2026, atestados em papel deixam de ser aceitos.
Emissão deverá ocorrer por plataforma oficial
Objetivo é reduzir fraudes e aumentar a segurança jurídica
9. Adicional de periculosidade para uso de motocicleta
Empresas com empregados que utilizam motocicleta no trabalho deverão pagar adicional de 30%, conforme atualização da NR-16, a partir de abril de 2026.
10. Fiscalização da NR-1 e riscos psicossociais
A partir de maio de 2026, inicia-se a fiscalização das novas exigências da NR-1.
Inclusão obrigatória dos riscos psicossociais no PGR
Metas excessivas, pressão contínua e jornadas prolongadas passam a ser analisadas como risco ocupacional
Exige revisão de políticas internas e treinamento de lideranças
O que essas mudanças exigem das empresas
As alterações reforçam que o compliance trabalhista deixou de ser opcional. As empresas precisam:
Integrar RH, Departamento Pessoal e Jurídico
Revisar cadastros, contratos e rotinas
Manter controle documental rigoroso
Monitorar continuamente os sistemas oficiais
Quem se antecipa reduz riscos. Quem posterga, acumula passivo.
Portanto, prevenção é gestão empresarial
Em 2026, o passivo trabalhista tende a surgir menos do processo judicial e mais da falta de organização interna e de adequação às novas regras
A atuação preventiva permite reduzir riscos, garantir conformidade legal e dar segurança às decisões empresariais.
Se a sua empresa ainda não revisou seus procedimentos à luz dessas mudanças, este é o momento adequado para agir.
Nosso escritório atua de forma estratégica ao lado das empresas, oferecendo assessoria jurídica qualificada, voltada à segurança das decisões e ao cumprimento das obrigações legais. Estamos à disposição para avaliar a realidade da sua empresa e indicar os caminhos mais adequados.



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