top of page

GPS, check-in e aplicativos: o alerta da Justiça do Trabalho para empresas com equipes externas e em home office

  • Foto do escritor: Mariana Saroa
    Mariana Saroa
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

A tecnologia facilita a gestão das empresas, mas também pode aumentar os riscos trabalhistas.



Uma decisão recente do TRT da 18ª Região chamou a atenção justamente por esse motivo: uma empresa foi condenada ao pagamento de horas extras porque os sistemas que utilizava demonstraram que havia controle da jornada de um vendedor externo.


O caso

O processo envolvia um vendedor externo, função bastante comum em indústrias, distribuidoras, representantes comerciais e empresas do agronegócio.


Embora a empresa alegasse que o empregado exercia atividade incompatível com o controle de jornada, as provas mostraram outra realidade. O colaborador utilizava um sistema que registrava GPS, check-in e check-out nas visitas aos clientes, seguia rotas previamente definidas e precisava cumprir uma quantidade diária de visitas.


Para o Tribunal, essas ferramentas demonstraram que a empresa tinha condições de acompanhar sua rotina de trabalho. Com isso, foi mantida a condenação ao pagamento de horas extras.


A principal lição é clara: não basta o empregado trabalhar externamente. Se a empresa consegue acompanhar sua jornada, ainda que por meio da tecnologia, poderá existir controle de jornada para fins trabalhistas.

Esse risco também existe no home office

A mesma lógica vale para equipes que trabalham remotamente.


Sistemas de gestão, registros de acesso, aplicativos corporativos, agendas compartilhadas e plataformas de comunicação são importantes para a operação da empresa. Porém, quando utilizados sem critérios, podem demonstrar que o colaborador permanecia trabalhando além do horário contratual.


O problema não é utilizar tecnologia. O problema é utilizá-la sem uma estratégia de Governança Trabalhista.


Como evitar esse passivo?

Empresas que atuam preventivamente adotam medidas simples, mas extremamente eficazes:


  • estabelecer regras claras para equipes externas e em home office;

  • orientar gestores sobre contatos fora do expediente;

  • revisar contratos e políticas internas;

  • definir corretamente quais funções possuem controle de jornada;

  • alinhar a utilização dos sistemas à realidade da operação.


Essas medidas reduzem significativamente o risco de discussões sobre horas extras e trazem mais segurança para gestores e colaboradores.


A prevenção começa antes do processo

O caso analisado pelo TRT demonstra que a tecnologia não cria o passivo trabalhista. O passivo surge quando a rotina da empresa não está alinhada aos seus procedimentos internos.


É exatamente esse o papel da Governança Trabalhista Empresarial: transformar processos, políticas e treinamentos em mecanismos de prevenção, permitindo que a empresa utilize a tecnologia a seu favor, sem aumentar sua exposição jurídica.


Na Zochio Saroa Inteligência Jurídica Empresarial, acreditamos que as melhores defesas são construídas antes mesmo do ajuizamento de uma ação trabalhista. A prevenção continua sendo o investimento mais seguro para empresas que desejam crescer com segurança jurídica.



Comentários


identidade visual zochio saroa

Zochio Saroa

Inteligência Jurídica Empresarial

 

+55 14 98132-3324

Unidade 1 - Garça/SP - R. Carlos Ferrari, 18 - sala 509

Unidade 2 - Marília/SP -  R. Dr. Augusto Barreto, 472.

  • Instagram
  • LinkedIn Social Icon

© 2025 por Studio Santi Fridman

bottom of page